Raul Juste Lores
A prefeitura autorizou a construção de mais um shopping center na avenida Paulista, na esquina com a rua Pamplona. Na Haddock Lobo, onde ficava o Fasano, deve surgir, em pouco mais de um ano, o Cidade Jardim Shops, irmãozinho do bunker da marginal, o das torres neoclássicas.
Ainda há boatos que surja um centro comercial no antigo hospital Umberto Primo, perto do Masp, e outro na região da Oscar Freire. Se você fizer um mísero puxadinho, terá um trabalhão para obter um alvará. Mas parece não haver burocracia para erguer um novo shopping. Os caixotões que deixam a cidade ainda mais cinza não parecem preocupar as autoridades quanto a impactos no trânsito e na paisagem urbana.
Como diz o crítico Paul Goldberger, shoppings são aspiradores gigantes que retiram as pessoas das ruas. Quem ganha com ruas vazias? As grifes previsíveis nem são o maior problema. Desde Nefertiti, mulheres e cada vez mais homens gastam muito em joias e trajes caros que demonstrem status e sirvam para atrair os objetos do desejo.
A prefeitura autorizou a construção de mais um shopping center na avenida Paulista, na esquina com a rua Pamplona. Na Haddock Lobo, onde ficava o Fasano, deve surgir, em pouco mais de um ano, o Cidade Jardim Shops, irmãozinho do bunker da marginal, o das torres neoclássicas.
Ainda há boatos que surja um centro comercial no antigo hospital Umberto Primo, perto do Masp, e outro na região da Oscar Freire. Se você fizer um mísero puxadinho, terá um trabalhão para obter um alvará. Mas parece não haver burocracia para erguer um novo shopping. Os caixotões que deixam a cidade ainda mais cinza não parecem preocupar as autoridades quanto a impactos no trânsito e na paisagem urbana.
Como diz o crítico Paul Goldberger, shoppings são aspiradores gigantes que retiram as pessoas das ruas. Quem ganha com ruas vazias? As grifes previsíveis nem são o maior problema. Desde Nefertiti, mulheres e cada vez mais homens gastam muito em joias e trajes caros que demonstrem status e sirvam para atrair os objetos do desejo.
